Entre Olhares e Promessas
Drika Martins sabia exatamente o efeito que causava quando entrava na academia.
O conjunto colado ao corpo, o cabelo preso de forma despretensiosa e, principalmente, o resultado de meses de treino intenso somado ao seu queridinho — o BigBoom. Seu bumbum chamava atenção por onde passava. Não era só grande… era firme, desenhado, hipnotizante. E ela sabia disso.
Os olhares vinham de todos os lados. Alguns discretos. Outros nem tanto.
Mas havia um em especial que ela já conhecia bem.
Rodrigo.
Ele sempre estava por perto. Às vezes no aparelho ao lado, às vezes fingindo alongar, mas sempre com os olhos nela — ou melhor, em uma parte muito específica dela.
— Você ainda vai aceitar meu convite… — ele disse certa vez, com um sorriso de canto.
— Convite pra quê? — Drika respondeu, sem nem olhar, focada no espelho.
— Pra conhecer melhor a academia… — ele inclinou levemente a cabeça na direção do corredor dos fundos. — Tem um quartinho lá que pouca gente usa.
Ela soltou uma risada baixa.
— Sonha, Rodrigo.
Mas, no fundo… ela não ignorava completamente.
Havia uma tensão ali. Um jogo.
Dias se passaram. Trocas de olhares. Comentários provocativos. Aproximações calculadas.
Até que, numa noite mais vazia, a academia parecia diferente. Mais silenciosa. Mais… íntima.
Drika terminou sua série de glúteos — sentindo o corpo pulsar, a pele quente, a respiração mais intensa. Quando se levantou, encontrou Rodrigo parado atrás dela.
Mais perto do que o normal.
— Hoje você não vai fugir — ele disse, em tom baixo.
Ela o encarou. Por um segundo… ficou em silêncio.
O coração acelerou. Não de medo.
De expectativa.
— E quem disse que eu quero fugir hoje? — respondeu, finalmente.
Aquilo foi o suficiente.
Sem pressa, mas sem hesitação, ele segurou levemente a mão dela — firme, confiante — e a guiou pelo corredor.
O tal quartinho.
A porta se fechou.
O mundo lá fora desapareceu.
Lá dentro, não havia aparelhos, nem espelhos… só o som da respiração dos dois, cada vez mais próxima.
Rodrigo se aproximou devagar, como se saboreasse o momento que esperou por tanto tempo.
Drika não recuou.
Pelo contrário.
Deu um passo à frente.
Os olhares se prenderam. Intensos. Carregados.
A tensão acumulada de dias — talvez semanas — finalmente encontrava um caminho.
E quando o primeiro toque aconteceu…
O resto ficou subentendido.
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